
Vício em TikTok/Reels Piora a Procrastinação? Entenda a Ligação (Alerta TDAH!)
Viciado em vídeos curtos? Estudo mostra como isso afeta o controle da atenção e aumenta a procrastinação nos estudos. Veja a ligação e dicas, especialmente para quem tem TDAH!
Quem aí já se pegou rolando o feed infinito do TikTok, Reels ou Kwai e, quando viu, horas se passaram e aquela tarefa importante ficou para depois? Não é só impressão sua! Dados mostram que as pessoas passam, em média, quase duas horas (112 minutos) por dia só no TikTok, e essa rede social se tornou a preferida de crianças e jovens entre 4 e 18 anos no mundo todo. Os vídeos curtos são super divertidos, informativos e… viciantes!
Mas, como tudo em excesso, eles podem trazer problemas. Um deles, que afeta muito a vida de estudantes (e quem tem TDAH sabe bem!), é a procrastinação acadêmica – o famoso “deixar os estudos para amanhã”.
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Será que existe uma ligação direta entre ficar “preso” nesses vídeos e adiar as responsabilidades da faculdade ou escola? E como isso acontece no nosso cérebro? Pesquisadores resolveram investigar essa relação em mais de 1000 estudantes universitários.
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Primeiro, vamos entender os personagens dessa história:
- Vício em Vídeos Curtos (SFVA): Não é só gostar de ver vídeos. É quando o uso se torna excessivo, difícil de controlar, e começa a trazer prejuízos para outras áreas da vida (sono, humor, relacionamentos e, claro, os estudos). A pessoa sente que precisa ver mais e mais, mesmo sabendo que deveria parar.
- Procrastinação Acadêmica: É adiar tarefas importantes dos estudos (fazer trabalhos, estudar para provas, ler textos) sem um bom motivo, mesmo sabendo que isso pode trazer consequências negativas. Geralmente vem acompanhada de estresse e ansiedade.
A Conexão com o TDAH: Para quem tem TDAH, esses dois problemas podem ser ainda mais intensos. A busca por estímulos rápidos e novidades (que os vídeos curtos oferecem aos montes!) e a dificuldade com o controle de impulsos tornam o “vício” mais provável. Ao mesmo tempo, a dificuldade em iniciar e manter o foco em tarefas menos estimulantes (como estudar) já torna a procrastinação um desafio constante.
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A Descoberta dos Pesquisadores: Como o Vício Afeta a Procrastinação?
O estudo confirmou o que muita gente já suspeitava:
- Ligação Direta: Sim, quanto maior o nível de “vício” em vídeos curtos relatado pelos estudantes, maior também era a tendência deles procrastinarem nas tarefas acadêmicas.
- O Elo Perdido: Controle da Atenção! A pesquisa foi mais fundo e descobriu um caminho importante nessa ligação: o vício em vídeos curtos parece prejudicar o controle da atenção.
- O que é Controle da Atenção? É a nossa capacidade de direcionar o foco para o que é importante e, principalmente, de ignorar distrações e informações irrelevantes. É uma parte crucial das nossas funções executivas.
- Como os Vídeos Atrapalham? Os vídeos curtos são feitos para prender nossa atenção com mudanças rápidas, muita informação visual e emocional em pouco tempo. Ficar exposto a isso constantemente pode “treinar” nosso cérebro a pular de um estímulo para outro muito rápido, dificultando a manutenção do foco em tarefas que exigem concentração por mais tempo (como ler um livro ou resolver um problema).
- A Consequência: Com o controle da atenção prejudicado, fica muito mais difícil resistir à tentação de pegar o celular “só mais um pouquinho” quando se deveria estar estudando. A mente fica mais “vulnerável” às distrações, e a procrastinação aumenta. Ou seja, o vício leva a menos controle da atenção, que leva a mais procrastinação.
Uma Surpresa: O Papel do Tédio (Boredom Proneness)
Aqui veio um resultado curioso! Os pesquisadores também avaliaram uma característica de personalidade chamada “propensão ao tédio” (o quão facilmente uma pessoa se sente entediada). Eles queriam ver se isso mudava a relação entre o vício em vídeos e o controle da atenção.
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Eles descobriram que:
- Pessoas MUITO propensas ao tédio (que se entediam fácil com tudo) tiveram seu controle de atenção MENOS afetado pelo vício em vídeos curtos, comparadas às pessoas pouco propensas ao tédio.
- Como assim? Parece estranho, né? Uma explicação possível é que quem se entedia muito fácil, mesmo “viciado” nos vídeos, pode acabar se entediando até mesmo com o fluxo constante de vídeos (que muitas vezes ficam repetitivos ou dentro de uma “bolha” de conteúdo parecido). Essa sensação de tédio pode fazer com que eles ativamente busquem outras coisas ou saiam do aplicativo mais vezes, “protegendo” um pouco o controle da atenção daquele bombardeio constante. Já quem se entedia menos, pode ficar mais tempo “preso” no fluxo passivo dos vídeos, tendo a atenção mais prejudicada.
- Mas Atenção: Isso NÃO quer dizer que sentir tédio é bom! No geral, a propensão ao tédio também estava ligada a mais procrastinação e pior controle de atenção. Apenas parece que, no contexto específico do vício em vídeos, ela teve esse efeito inesperado de “proteção relativa” contra o dano atencional.
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- Alerta Vermelho: O uso excessivo de vídeos curtos realmente pode piorar nossa capacidade de focar e aumentar a procrastinação. Para quem já luta com a atenção por causa do TDAH, o risco é dobrado!
- Cuidado com o “Só Mais Um”: A natureza desses vídeos é feita para nos prender. Precisamos ter consciência disso e tentar estabelecer limites para não deixar que eles dominem o tempo que deveria ser dos estudos ou de outras tarefas importantes.
- Treinar a Atenção é Possível: Se o controle da atenção é afetado, a boa notícia é que ele pode ser treinado! Práticas como mindfulness (atenção plena), exercícios de foco e técnicas de gerenciamento de tempo podem ajudar a fortalecer essa habilidade.
- Entender o Tédio: A relação com o tédio é complexa. Se você se sente muito entediado(a) e usa os vídeos como fuga, talvez seja interessante buscar outras formas mais saudáveis e produtivas de lidar com esse sentimento.
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Conclusão: Moderação é a Chave!
Vídeos curtos são legais e vieram para ficar! Mas, como tudo na vida, o excesso pode ser prejudicial. Este estudo nos mostra que o “vício” neles tem um impacto real na nossa capacidade de concentração e na nossa tendência a procrastinar, especialmente nos estudos.
Para quem tem TDAH, a atenção já é um bem precioso. Por isso, vale a pena refletir sobre como estamos usando essas plataformas e buscar um equilíbrio. Que tal tentar colocar limites de tempo, desativar notificações ou até mesmo fazer um “detox digital” de vez em quando? Cuidar da nossa atenção é cuidar do nosso futuro acadêmico e do nosso bem-estar!
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Importante: Este texto é informativo e baseado em pesquisa. Se você sente que o uso de vídeos curtos ou a procrastinação estão fora de controle e prejudicando sua vida, considere buscar ajuda de um profissional de saúde mental (psicólogo, psiquiatra).
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Referências
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Autor: Elie Abdelnour
Fonte: Affiliations
Pesquisa Original : Acesso aberto
“ADHD Diagnostic Trends: Increased Recognition or Overdiagnosis?” Elie Abdelnour et. al Affiliations
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Vício em Vídeos Curtos, Procrastinação e TDAH

Sou Jeferson Magno Amorim Manini, graduando em Psicologia e apaixonado por neurociência, pesquisa e conhecimento. Minha jornada acadêmica e profissional me levou a explorar profundamente o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), não apenas como um tema de estudo, mas como uma realidade que impacta milhões de pessoas.
Foi dessa paixão que nasceu o TDAH.World, um espaço criado para informar, apoiar e conectar pessoas com TDAH. Meu objetivo é traduzir informações complexas em conteúdos acessíveis, sem perder a profundidade científica, para que mais pessoas possam entender e lidar melhor com os desafios – e também as potencialidades – do TDAH.
Acredito que conhecimento bem aplicado pode transformar vidas, e é isso que me motiva a continuar estudando, escrevendo e compartilhando insights sobre neurociência, saúde mental e desempenho cognitivo. Se você chegou até aqui, espero que encontre neste espaço algo que faça sentido para você!