
Os livros Bobbie Goods podem acalmar a Mente Ansiosa? A Verdade Sobre Livros “Mindful” (Dica para TDAH!)
Livros de colorir 'mindful' funcionam? Estudo revela que colorir relaxa, mas só aumenta mindfulness com orientação específica (e se você gostar dela!). Dicas para quem tem TDAH e busca calma.
Quem nunca viu aqueles livros de colorir para adultos nas prateleiras, cheios de mandalas e desenhos complexos, com a promessa de serem uma atividade “mindful” para aliviar o estresse e a ansiedade? A ideia é tentadora, né? Especialmente para quem tem TDAH e convive com uma mente que não para e uma ansiedade que adora dar as caras.
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Comprar AgoraMas será que só pegar os lápis de cor e preencher os desenhos funciona mesmo como uma prática de mindfulness (aquela habilidade de prestar atenção no presente momento, de propósito, sem ficar julgando)? Ou será que é mais uma jogada de marketing? Pesquisadores decidiram investigar isso!
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O que é Mindfulness mesmo? Rapidinho: é treinar nossa mente para focar no agora, perceber nossos pensamentos e sensações sem se prender a eles, com uma atitude de aceitação. Práticas como meditação guiada ajudam nisso.
A Conexão com o TDAH: Para quem tem TDAH, praticar mindfulness pode ser muito útil! Ajuda a “desacelerar” a mente agitada, a lidar melhor com a impulsividade, a observar os pensamentos ansiosos sem ser levado por eles e a reduzir o estresse geral. Por isso, a ideia de fazer isso colorindo parece tão boa!
De Onde Surgiu a Dúvida Científica?
Vendo essa popularidade toda dos livros de colorir sendo chamados de “mindful”, os pesquisadores Michail Mantzios e Kyriaki Giannou ficaram com uma pulga atrás da orelha. Eles notaram que, diferente das práticas de mindfulness tradicionais (como meditação), esses livros geralmente não vinham com instruções claras de como colorir de forma atenta e consciente. Será que só a atividade de colorir, sem um guia ou intenção específica, poderia realmente aumentar o estado de mindfulness e diminuir a ansiedade, como as capas prometiam? Ou seria apenas um passatempo relaxante como qualquer outro? Para tirar a dúvida, eles resolveram fazer dois experimentos controlados, que vamos ver a seguir.
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Teste 1: Colorir Mandala vs. Desenho Livre – Faz Diferença?
No primeiro experimento, os pesquisadores compararam três grupos:
- Um grupo coloriu um desenho de mandala (o tipo mais comum nos livros “mindful”).
- Outro grupo apenas desenhou livremente numa folha em branco.
- Ambos fizeram a atividade por 10 minutos, sem nenhuma instrução especial.
Eles mediram os níveis de ansiedade e de “estado de mindfulness” (o quanto a pessoa se sentia presente e atenta naquele momento) antes e depois da atividade.
Resultados:
- Ansiedade: Ambos os grupos ficaram menos ansiosos depois dos 10 minutos de atividade. Ou seja, tanto colorir a mandala quanto desenhar livremente deram uma relaxada momentânea!
- Mindfulness: Aqui veio a surpresa: nenhum dos grupos mostrou aumento no estado de mindfulness. Colorir a mandala não foi mais “mindful” do que simplesmente rabiscar numa folha.
O que isso sugere? Que a atividade de colorir por si só, sem uma intenção ou guia, pode até ser relaxante (assim como outras atividades manuais), mas não parece ser suficiente para cultivar ativamente o estado de mindfulness. Chamar esses livros de “mindful” só pelo desenho talvez seja forçar a barra.
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Teste 2: E Se Tiver Alguém Guiando o Colorir?
Os pesquisadores pensaram: “Ok, talvez o que falte seja a orientação, como numa meditação guiada!”. Então, fizeram um segundo experimento:
- Um grupo coloriu a mandala sem guia (como antes).
- O outro grupo coloriu a mesma mandala, mas ouvindo instruções de mindfulness adaptadas para o ato de colorir (Ex: “Observe a cor no papel”, “Sinta o lápis na mão”, “Se a mente divagar, apenas note e volte a atenção para o colorir…”).
Resultados:
- Ansiedade: O grupo que recebeu a orientação ficou significativamente menos ansioso do que o grupo sem guia! A orientação pareceu potencializar o efeito relaxante.
- Mindfulness: A coisa ficou interessante! No geral, nenhum grupo aumentou muito o mindfulness. PORÉM, quando perguntaram quem gostou e quem não gostou das instruções faladas:
- As pessoas que GOSTARAM da orientação: tiveram um aumento claro no estado de mindfulness E também ficaram menos ansiosas.
- As pessoas que NÃO GOSTARAM (acharam a voz irritante, distrativa): tiveram uma diminuição no estado de mindfulness (provavelmente porque a guia mais atrapalhou do que ajudou a focar), mas, mesmo assim, também tiveram uma redução na ansiedade (embora menor que o outro grupo).
O Que Isso Significa para Quem Tem TDAH e Busca Relaxar?
Esse estudo traz dicas valiosas para quem busca formas de acalmar a mente, especialmente tendo TDAH:
- Colorir PODE Ajudar na Ansiedade: A simples atividade de colorir (mandalas, paisagens, o que for!) ou até desenhar livremente parece ter um efeito calmante rápido. Pode ser uma boa ferramenta para aqueles momentos de pico de ansiedade ou para desestressar um pouco. Vale a pena tentar!
- Para Ser “Mindful”, Precisa de Intenção (e Talvez Guia): Não espere que só o ato de preencher espaços vá te transformar num mestre da atenção plena. Para usar o colorir como prática de mindfulness, é preciso ter a intenção de prestar atenção nas sensações do momento (a cor, o lápis, a respiração) sem julgamento. Uma orientação (seja gravada, de um aplicativo, ou até instruções que você mesmo se dá) pode ajudar nisso.
- A Guia Funciona… Se Você Curtir! Usar uma instrução guiada enquanto colore PODE diminuir mais a ansiedade e PODE aumentar seu estado de mindfulness, MAS isso depende muito se você vai gostar da voz, do ritmo e do tipo de instrução. Se você achar irritante ou mais uma distração (o que é um risco real para quem tem TDAH!), o efeito pode ser o contrário no quesito mindfulness (embora ainda possa relaxar um pouco a ansiedade). É preciso experimentar!
- Alternativa: Entrar em “Fluxo”: Talvez o grande barato de colorir sem guia seja entrar naquele estado de “fluxo” (flow), quando você fica tão imerso na atividade que esquece do tempo e das preocupações. Isso não é exatamente mindfulness (que envolve estar consciente do todo), mas também é ótimo para a mente e super relaxante!
Conclusão: Use os Lápis de Cor, Mas com Expectativa Realista!
O mais importante é encontrar o que te faz bem! Se colorir te acalma, ótimo! Se você quer tentar usar isso para praticar mindfulness, busque guias ou crie suas próprias “regras” de atenção plena durante a atividade. E se a orientação guiada te irritar, não force! Talvez o estado de fluxo seja o melhor benefício para você. O essencial é achar suas ferramentas para acalmar a mente agitada!
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Importante: Colorir pode ser um complemento, mas não substitui tratamentos para ansiedade ou TDAH quando eles são necessários. Converse sempre com um profissional de saúde.
Conclusão: Use os Lápis de Cor, Mas com Expectativa Realista! (E uma Dica de Compra!)
Livros de colorir para adultos podem sim ser uma atividade prazerosa e relaxante, uma forma de dar uma pausa na correria e aliviar a ansiedade momentânea – o que já é ótimo, especialmente para quem tem TDAH!
Mas, cuidado com as promessas de “mindfulness” fácil. A pesquisa sugere que, sem uma intenção clara e talvez uma orientação específica (que funcione para você!), colorir é mais um passatempo relaxante do que uma prática de mindfulness profunda.
O mais importante é encontrar o que te faz bem! Se colorir te acalma, ótimo! Existem muitas opções incríveis no mercado, como os livros da Bobbie Goods, conhecidos pelos seus desenhos fofos e relaxantes, que podem ser uma excelente escolha para começar.
Você pode encontrá-los em boas livrarias ou lojas online, são perfeitos para quem busca uma atividade leve e divertida. Se você quer tentar usar o colorir para praticar mindfulness, busque guias ou crie suas próprias ‘regras’ de atenção plena durante a atividade.
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E se a orientação guiada te irritar, não force! Talvez o estado de fluxo seja o melhor benefício para você. O essencial é achar suas ferramentas – e talvez seu livro de colorir favorito, como os da Bobbie Goods – para acalmar a mente agitada!
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Referências
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Autor: Michail Mantzios, Kyriaki Giannou
Fonte: Affiliations
Pesquisa Original : Acesso aberto
“When Did Coloring Books Become Mindful? Exploring the Effectiveness of a Novel Method of Mindfulness-Guided Instructions for Coloring Books to Increase Mindfulness and Decrease Anxiety” Michail Mantzios, Kyriaki Giannou et. al Affiliations
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Sou Jeferson Magno Amorim Manini, graduando em Psicologia e apaixonado por neurociência, pesquisa e conhecimento. Minha jornada acadêmica e profissional me levou a explorar profundamente o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), não apenas como um tema de estudo, mas como uma realidade que impacta milhões de pessoas.
Foi dessa paixão que nasceu o TDAH.World, um espaço criado para informar, apoiar e conectar pessoas com TDAH. Meu objetivo é traduzir informações complexas em conteúdos acessíveis, sem perder a profundidade científica, para que mais pessoas possam entender e lidar melhor com os desafios – e também as potencialidades – do TDAH.
Acredito que conhecimento bem aplicado pode transformar vidas, e é isso que me motiva a continuar estudando, escrevendo e compartilhando insights sobre neurociência, saúde mental e desempenho cognitivo. Se você chegou até aqui, espero que encontre neste espaço algo que faça sentido para você!