Tratamento do TDAH: Por Que É Tão Difícil Continuar (e Como Melhorar?)

Tratamento do TDAH: Por Que É Tão Difícil Continuar (e Como Melhorar?)

Muitos começam o tratamento do TDAH, mas poucos continuam. Entenda por que seguir o tratamento é um desafio e veja dicas práticas para melhorar a adesão, com base em estudos.

Você ou alguém que você conhece tem TDAH e já começou um tratamento, talvez com remédios, terapia, ou mudanças na rotina? Se sim, você sabe que começar é só o primeiro passo. O grande desafio, muitas vezes, é continuar!

A ciência mostra que os tratamentos para TDAH podem ser muito eficazes e seguros, ajudando a controlar a desatenção, a impulsividade e a agitação. Mas, na vida real, muita gente acaba não seguindo o tratamento como deveria. Isso se chama baixa adesão. E quando a adesão é baixa, os resultados do tratamento não são tão bons, e os desafios do TDAH continuam atrapalhando o dia a dia.

Mas por que é tão difícil seguir o tratamento direitinho? E o que pode ser feito para ajudar? Um grupo de pesquisadores em Houston, nos Estados Unidos, revisou estudos recentes e analisou dados de seus próprios pacientes para entender melhor essa questão. Vamos ver o que eles descobriram?

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O Desafio de Seguir o Tratamento do TDAH: Por Que Acontece?

Não seguir o tratamento não é “falta de vontade” ou “relaxo”. Existem muitos motivos reais e compreensíveis por trás disso, e o próprio TDAH pode atrapalhar! Veja alguns fatores que os estudos mostram:

  • O Próprio TDAH Atrapalha: Esquecer de tomar o remédio, perder a hora da consulta, ter dificuldade em organizar a rotina… a desorganização e o esquecimento, que são sintomas do TDAH, tornam o ato de seguir um tratamento ainda mais complicado!
  • Dúvidas e Medos: Muitas famílias e pacientes têm dúvidas sobre o diagnóstico (“Será que é TDAH mesmo?”), sobre o remédio (“Faz mal?”, “Vicia?”, “Vai me deixar diferente?”), ou medo dos efeitos colaterais. A falta de informação clara ou o excesso de informações erradas (como as que circulam na internet) aumentam esses medos.
  • Rotinas Complicadas: Ter que tomar remédio várias vezes ao dia, dificuldade em engolir comprimidos (especialmente crianças), ou ter que ir buscar receita todo mês podem ser obstáculos grandes na rotina corrida.
  • A Fase da Adolescência: É uma época de buscar independência, de não querer ser “diferente” dos amigos. Tomar remédio todo dia pode parecer um fardo ou um rótulo, levando o adolescente a querer parar.
  • Custo e Acesso: Infelizmente, nem todo mundo consegue pagar pelas consultas com especialistas, pela terapia ou pelos medicamentos. Conseguir um horário com médico, faltar no trabalho para levar o filho, ou a distância até o local de atendimento também são barreiras reais.
  • Estigma e Crenças: A vergonha de ter TDAH ou de precisar de tratamento, o medo do julgamento dos outros, ou até a crença (errada!) de que TDAH é “frescura” ou “culpa dos pais” podem fazer com que as pessoas evitem ou abandonem o tratamento.
  • Percepção dos Pais: Se os pais não entendem bem o TDAH, não acreditam no tratamento, ou se sentem culpados, a chance de o tratamento não ir para frente é maior. Por outro lado, pais que entendem o TDAH como uma condição real e apoiam o tratamento ajudam muito na adesão!
  • Discordâncias em Casa: Às vezes, o pai e a mãe não concordam sobre o tratamento, ou os pais querem uma coisa e o adolescente quer outra. Essa falta de acordo dificulta muito seguir um plano.

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Quem Tem Mais Dificuldade em Seguir o Tratamento?

O estudo de Houston e outras pesquisas apontam que:

  • Adolescentes (acima de 13 anos) costumam ter mais dificuldade em manter a adesão do que crianças menores (abaixo de 12/13 anos).
  • Alguns estudos sugerem que meninos podem ter uma adesão um pouco pior que meninas, mas no estudo específico de Houston, essa diferença não foi tão clara.

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Como Melhorar a Adesão? Dicas que Ajudam!

A boa notícia é que existem formas de melhorar a adesão e fazer com que o tratamento funcione melhor! O estudo aponta algumas estratégias importantes:

  1. Entender Melhor (Psicoeducação é a Chave!): Aprender o máximo possível sobre o TDAH (o que é, como funciona no cérebro) e sobre as opções de tratamento (como os remédios agem, quais os benefícios, quais os possíveis efeitos colaterais) ajuda MUITO! Isso diminui medos, corrige informações erradas e aumenta a confiança no tratamento. Serve para os pais, para a criança/adolescente e até para os professores!
  2. Simplificar a Rotina do Remédio: Sempre que possível, converse com o médico sobre usar medicamentos de longa duração, que precisam ser tomados apenas uma vez ao dia. Isso facilita muito a vida e diminui esquecimentos. Verificar se existem opções mais fáceis de tomar (líquidos, comprimidos que dissolvem, cápsulas que podem ser abertas) também ajuda.
  3. Conversa Aberta com o Médico: Não tenha medo de falar com o médico sobre suas dúvidas, medos, dificuldades ou sobre os efeitos colaterais que estão incomodando. Um bom tratamento é construído em parceria! A “tomada de decisão compartilhada” (médico e paciente/família decidindo juntos) aumenta o compromisso com o tratamento.
  4. Acompanhamento de Perto: Consultas regulares com o médico ou terapeuta são essenciais. Elas servem para ver se o tratamento está funcionando, ajustar doses, tirar dúvidas e, muito importante, monitorar se o tratamento está sendo seguido. Saber que o médico está acompanhando pode motivar a continuar.
  5. Usar a Tecnologia: Lembretes no celular, aplicativos para organizar horários de medicação, caixinhas de comprimidos com alarme… a tecnologia pode ser uma grande aliada contra os esquecimentos!
  6. Atitude Positiva e Apoio Familiar: Quando os pais (ou o próprio adulto com TDAH) encaram o TDAH de forma positiva, buscando informação e apoiando o tratamento, a adesão melhora muito. O apoio da família é fundamental!
  7. Integrar Cuidados: Facilitar a comunicação entre o pediatra, o psiquiatra/neurologista e a escola também ajuda a criar uma rede de apoio mais forte.

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Um Exemplo que Deu Certo (Programa ChAMP)

No estudo de Houston, eles tinham um programa chamado ChAMP. Nesse programa, eles acompanhavam os pacientes bem de perto, monitorando os sintomas e perguntando sobre a adesão ao tratamento em todas as consultas. O resultado? A adesão, que era baixa no início (pouco mais de 60%), aumentou significativamente, chegando a mais de 80% e até 90% depois de 6 a 12 meses de acompanhamento! Isso mostra que o acompanhamento regular e o foco na adesão fazem uma diferença enorme.

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Conclusão: Seguir o Tratamento é um Desafio, Mas Vale a Pena!

Seguir o tratamento para o TDAH pode ser difícil, sim. Mas entender os motivos por trás dessa dificuldade é o primeiro passo para superá-la. Lembre-se que você não está sozinho nessa!

A adesão é a chave para que o tratamento traga os melhores resultados e ajude a ter uma vida com mais qualidade, menos prejuízos e mais realizações. Usar as estratégias certas – buscar informação, simplificar a rotina, conversar abertamente com os profissionais, contar com o apoio da família e manter um acompanhamento próximo – pode fazer toda a diferença.

E nunca se esqueça da “caixa de ferramentas”: o tratamento ideal para o TDAH raramente é uma coisa só. É a combinação inteligente de diferentes estratégias (terapia, medicação quando indicada, organização, exercício físico, bons hábitos) que trará os melhores resultados a longo prazo!

Importante: Este texto é informativo e baseado em pesquisas. Converse sempre com seu médico ou outros profissionais de saúde sobre seu tratamento para TDAH. Eles são as melhores pessoas para te ajudar a encontrar o melhor caminho e superar as dificuldades de adesão.

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